Estou em um período apolítico, não acompanho o cenário como antes. Até porque eu não tinha muito o que fazer, então devorava os jornais, decifrando essa esfíngie que é a política, que é lenta em suas transformações e benfeitora para poucos. Achava que era a solução para tudo e todos. Mas não é. Essa semana vi elementos do PT criticarem a compra da Nossa Caixa (ou melhor, a caixa deles) pelo Banco do Brasil. Eles argumentam que a transação beneficiaria o governador Serra e sua pretensa candidatura à presidencia da república. Pois bem, pois mal, quanta mesquinharia. Isso é política? Criticar transações que beneficiam o país como um todo em longo prazo, por conta das eleições? Prefiro ler as poesias que leio hoje em dia, pois elas não governam os homens, mas sim as almas, e acho que as almas são e devem ser dissasociadas da carne, do bruto, da existência concretaescrota. Sejamos dois , cinco, dez mil seres. Só assim para suportar. Acho que cada indivíduo tem como direito ter sua vida civil ser encarada como filantrópica, ou seja, isenção fiscal, e ter sua própria pirâmide em Brasilia, a fim de cumprir com suas obrigações místicas. A pirâmide salva, porque ela aponta pro céu, mas podia apontar pra cara de quem se beneficia das brechas, das pechas, brechas bem construídas, aniladas, ajambradas.
Fiz um esboço de um samba ontem. Só dá pra compor com muito tempo livre, a musa odeia o corre corre do dia a dia.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Chinese Democracy, Axl , Obama, Joaquim Ferreira dos Santos e Antífona Mashup
Queridos, estou ouvindo o álbum metafísico, que fecha o século 20, e , de certa forma, é a ponte dele com o 21 (que exagero, eu gosto disso) chamado "Chinese Democracy" do "One band guy" Mr, W.Axl Rose. Além de um grande cantor e frontman inconteste, Axl prova que é um grande artista, que tem paciência, e não cede à pressões, em um mundo em que a velocidade é presenteada, incentivada e é o discurso único, em uníssono. O disco é excelente, inspirado, com tinturas modernas, uma produção excelente, um presente pra gente, junto com a eleição de Obama, que também é um lutador, um homem de resistência, um "One band guy" also. Me impressiona como um rock star como Mr. Rose, rico, famoso, que passa pela avalanche da industria musical, passa por umas das maiores bandas de rock do planeta, vira a bola da vez e decai (que em segundos as mesmas pessoas que a chutam para a frente, a furam quando a partida acaba ou não há mais torcedores), perde a mãe de câncer (que pra muitos, foi o motivo de sua reclusão), consegue lançar um disco arejado, inspirado, moderno mais ao mesmo tempo coerente com sua formação sonora. Ele não precisava disso, afinal.os Guns n´Roses são umas das bandas de maior arrecadação de royalties do planeta. Ligado a isso tudo, Joaquim Ferreira dos Santos, escreve hoje no Globo sobre a questão de desacelerar um pouquinho, a favor de nossos sutis, que andam balançados , não é verdade? Você anda sensível como antigamente? Olha a flor, que, de tanto azul, chega a se incorporar com sua retina durante dias , e essa incorporação vira memória, e essa memória vira você novo? leiam a coluna, e pensem na falta de pressa de Axl Rose, no seu carinho com o seu disco, que fica pra sempre.Beijos! ouçam a Mashup de Antífona em MYSPACE.COM/QVORPOSANTO e me digam as sensações que provocaram em vocês...Torpor? Incomodo?
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