Chinese Democracy, Axl , Obama, Joaquim Ferreira dos Santos e Antífona Mashup
Queridos, estou ouvindo o álbum metafísico, que fecha o século 20, e , de certa forma, é a ponte dele com o 21 (que exagero, eu gosto disso) chamado "Chinese Democracy" do "One band guy" Mr, W.Axl Rose. Além de um grande cantor e frontman inconteste, Axl prova que é um grande artista, que tem paciência, e não cede à pressões, em um mundo em que a velocidade é presenteada, incentivada e é o discurso único, em uníssono. O disco é excelente, inspirado, com tinturas modernas, uma produção excelente, um presente pra gente, junto com a eleição de Obama, que também é um lutador, um homem de resistência, um "One band guy" also. Me impressiona como um rock star como Mr. Rose, rico, famoso, que passa pela avalanche da industria musical, passa por umas das maiores bandas de rock do planeta, vira a bola da vez e decai (que em segundos as mesmas pessoas que a chutam para a frente, a furam quando a partida acaba ou não há mais torcedores), perde a mãe de câncer (que pra muitos, foi o motivo de sua reclusão), consegue lançar um disco arejado, inspirado, moderno mais ao mesmo tempo coerente com sua formação sonora. Ele não precisava disso, afinal.os Guns n´Roses são umas das bandas de maior arrecadação de royalties do planeta. Ligado a isso tudo, Joaquim Ferreira dos Santos, escreve hoje no Globo sobre a questão de desacelerar um pouquinho, a favor de nossos sutis, que andam balançados , não é verdade? Você anda sensível como antigamente? Olha a flor, que, de tanto azul, chega a se incorporar com sua retina durante dias , e essa incorporação vira memória, e essa memória vira você novo? leiam a coluna, e pensem na falta de pressa de Axl Rose, no seu carinho com o seu disco, que fica pra sempre.Beijos! ouçam a Mashup de Antífona em MYSPACE.COM/QVORPOSANTO e me digam as sensações que provocaram em vocês...Torpor? Incomodo?

4 comentários:
Sobre Guns n' Roses, eu poderia escrever um livro, no melhor estilo brega "minha vida com GN'R". Sem qualquer exagero (até porque há fãs muito mais exagerados que eu), o Guns é a trilha sonora da maior parte da minha vida; é deles a responsabilidade de ter preparado os meus ouvidos (e olhos) para diversas expressões artísticas. Bem como a minha paixão por tocar instrumentos musicais.
Após o lançamento do mal recebido "The Spaghetti Incident" (último álbum da banda com a sua formação ‘quase clássica’), ouvia-se boatos de que a banda passava por desentendimentos e uma possível separação. Num momento em que a Internet não havia chegado ao Brasil, era muito difícil ter acesso a notícias verídicas. Porém, através de revistas especializadas, aos poucos os boatos foram sendo confirmados: os Gunners estavam se separando.
Como bons fãs, corríamos atrás das notícias e sabíamos da intenção do Axl de fazer um disco que dizia-se que seria lançado “no ano seguinte”, desde aquela época intitulado “Chinese Democracy”.
O ano seguinte parecia que nunca ia chegar. Ano após ano o disco ia sendo adiado. O mundo deu muitas e muitas voltas. Guerras aconteceram. Pessoas e amores nasceram e morreram.
Durante esse período, as músicas ‘antigas’ do Guns conquistaram novos fãs. A vida de todos nós, antigos fãs, mudou muito.
E o Axl sempre dizia que não deveríamos fazer desse aguardado álbum, algo indispensável em nossas vidas. Fácil falar isso quando ninguém te conhece, mas como pedir isso após sacudir o mundo com discos que entraram pra história?
Pra mim, parecia que ele queria que o esquecessem mesmo. Isso talvez tirasse o peso da obrigação de fazer algo no nível do espontâneo e explosivo “Appetite for Destruction” ou dos ambiciosos “Use your Illusion”.
Então, eu segui o conselho de Rose. Mantive na memória as boas recordações mas segui em frente, pois procurar novidades sobre o tal “Chinese” parecia perda de tempo. Ok, sempre que “vazava” algo sobre o possível disco, a curiosidade falava mais alto.
Agora, depois de quinze anos, escuto finalmente o que Axl fez enquanto eu estava no “fan mode off”.
Impossível ouvir sem comparar com os discos anteriores. A cada música que eu ouço, espero pela nova “Welcome to the Jungle”, e acho que a que mais se aproxima é a faixa-título. Conforme o álbum toca, percebo que não há uma “Paradise City”, nem uma “Sweet Child o’ Mine”, pois aquilo só aconteceu uma vez e só voltaria a acontecer se o Guns voltasse à sua formação clássica, com Slash, Duff, Izzy e Steven.
Ok, então eu espero por uma nova “November Rain”, pois essa era 100% Axl Rose. Essa existia desde antes do “Appetite” e ficou guardada por anos porque ele sabia que aquele não era o momento para ela. E ele estava certo. Uma ópera rock que exigia produção e investimentos que a banda não tinha até alcançar a fama.
O disco está chegando ao fim e eu não encontro a nova “November Rain”. Até que começa a tocar “This I Love”, a penúltima faixa. E lá está ela. Melodia e letra lindas que certamente entrarão pra história de vida de milhões mundo afora.
Com apenas uma música, Axl, inspirado como sempre, mais uma vez surpreende e faz renascer o fã que tinha morrido há quinze anos.
Demorou uma década e meia, mas valeu a pena esperar.
Tche guri!! tu escreve bem heim!! parabéns pelo blog!! bjs
Cara! O "Chinese" tá excelente! É a volta por cima do Axl. O rock tem disso. Guns forever )quem diria que há uns ...ãnn.. 10 anos se falaria isso???)
Parabéns pelo texto
Na minha primeira adudição eu achei o álbum apenas "bacaninha".
Não rolou amor à primeira vista...
mas prometi ao menestréis que minha segunda audição será bem mais atenciosa....
O que me impressionou mais foram as experimentações do disco, se assim podemos dizer. Axl quis trazer algo novo, mas mantendo o peso e as melodias de sempre.
*PS: Não sou um "Axl fan"... talvez por isso ainda sinta muita falta de Slash e Duff. Só o Axl não me completa..
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