segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Café dos Maestros, o Cabaret e o Can Can




Assisti, meio que no susto, esse filmaço, um "Buena Vista" argentino, só que focado na música. É muita música, adjetivamente falando. Ativa a mente , é lindíssimo. Vale a pena ouvir o filme. No final desses filmes de resgate, fico triste quando você descobre que três ou quatro velhinhos que você bem quis ao longo da história morreram. O tempo dos filmes é longo até no lançamento. Filme é tempo que demora. Eu adoro isso. Tem uma parte que são os tangos de cabaret, ai eu lembrei do CABARET CRU, belissímo Mise-en-scène de um casal de amigos mais que queridos, Lu Baratz e Dudu Gedes.











O evento geralmente acontece no Pista 3 ( R. São João Batista,14
Botafogo).
A atmosfera é essa: o trágico, que tem um quê de comicidade, e vice versa, numa retroalimentação sem fim, a base de CARNE, MUITA CARNE, como diz a noiva açougueira. Aliás, ela devora a si mesmo, come a carne de seu corpo no palco, para não sucumbir de tanta dor. Não a dor física, mas a moral, a de quem sente, quem ama. E sentir é bom nesse mundo meus amigos? Hummm...

Enfim, por último, ouvi um menino hoje na rua assobiar o CAN CAN.
Engraçado, não? Me comovi com a tentativa de assoviar afinado uma melodia tão cromática, e o desprendimento, de não ter medo do próprio ridículo. Não tem nada mais cool que isso. Há salvação pro mundo, meus queridos. Assoviem o tango no cabaret!

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