Escrevo para perceber que o tempo passa, se não não percebo.
Hoje é segunda, dia de Blog, mas não sei ao certo o que escrever.
Mas ai vai: uma antiga, quando eu vi um velhinho, ele não me viu, e ele cantava no Ônibus, enquanto todos os jovens seguem emburrados.
O velho que canta no ônibus me faz lembrar
O quanto eu me corrompo, dia a dia
Sua alegria subverte a dureza metálica da condução
E nos conduz a um estado de graça
De graça, pois ele não tem um tostão
No ônibus ele cantou e vibrou
Vibrou, por que o carro balança
Uma canção esquecida que o tempo levou
pela janela
Balançou meu coração amassado
pela roleta eletrônica
Que gira gira gira
E , como o intinerário do Onibus,
Não vai a lugar algum além do traçado
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
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Um comentário:
Lindo, lindo!!!
Quem sabe possamos todos ser um pouco desse velhinho...talvez o trajeto do ônibus seja sempre o mesmo... o que pode mudar neste é a nossa forma de olhar....
quem sabe o trajeto tenha algo a acrescentar?
abraços
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